Mostrando postagens com marcador Vida de um bibliofilo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida de um bibliofilo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Aqui de volta outra vez

Eitha, quase um ano sem postar no blog. Lembro como estava sem saco pra isso, e como os post eram capengas e sempre com promessas de escrever mais... Blerg!

Oquei, não tenho mais a presunção de me achar "O Crítico Literário" e dar notas para os livros que li. É certo que os livros são uma constante na minha vida, com variáveis para mais ou para menos, não importando o que mais eu tiver que fazer. Mas muito do que leio é pura porcaria!

Mas sim, dicas são benvindas, compartilhar ideias e pontos de vistas é saudável e estimular a leitura é um dos caminhos para o progresso.

Então, como diria  Jack Sparrow: “Bring me that horizon!”


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O mundo após o centésimo

(Voltando como se não tivesse parado...)





A muito tempo atrás, quando ainda achava o programa do Jô legal, ele disse em um programa que lia 100 livros por ano. Assisti outros intelectuais dizendo que sempre liam 100 livros por ano. Aquilo virou um marco pra mim! Naquela época lia uns 30 ou 40 por ano, ler pelo menos 50 ainda era um sonho...

Pois é. Agora, em novembro de 2010 eu já li 112 livros... Não vi chuvas de champanhe, pombas se suicidando ou virgens se auto-deflorando. Nenhuma comemoração... Só ocorreu a tragédia da monografia, mas no momento quase tudo já esta resolvido.

Os invejosos e abibliófilos, que dedicam mais tempo a outras coisas, podem me chamar de vagabundo, fútil ou imprestável. Eu não acredito que seja (tanto assim). Até porque mais de 20% desses livros eram jurídicos. E além do mais, a leitura sempre foi um dos meus maiores hobbies.

Pois é, e eis que aos 25 anos de idade consegui ler 100 livros em um ano. Muito do que li foi bastante construtivo, mas também teve muita porcaria. E definitivamente absorvo muito mais o que eu leio por prazer do que por obrigação.

Estranho, pois apesar de tudo só ficou uma sensação de vazio... Será que com 200 acaba?


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Glosando a vida

Yeah, tempos de estudo!

Nessas horas sempre me dou conta de que se ao pegar um livro de mandado de segurança para ler sentisse tanto prazer quanto quando eu devoro um romance do Rubem Fonseca já estaria no caminho dos catedráticos e doutrinadores do direito!

É, mas cobras não têm asas, morcegos não enxergam bem, lagartos não andam no gelado e o Daniel não tem saco com livros jurídicos. Demoro anos para ler e absorver aqueles calhamaços recheados de termos jurídicos e “gírias” latinas.


Se fosse o inverso já estaria feito e não iria precisar glosar no meu Vade Mecum sempre antes das provas... (GLOSAR, ô mente poluída! Pega o dicionário e procura!)

Sim, eu colo!

Colo e passo cola desde antes da faculdade. Para mim colar nunca foi uma arma, mas sim uma garantia.  Dá aquela segurança para tirar a nota mínima, a precaução para não deixar de esquecer alguma observação naquele resumo microscópico e ainda serve para comparar com os “apontamentos” do amigo.

E no direito é impossível não colar... Além da ardilosidade típica de qualquer aluno universitário, os códigos e suas milhares de páginas com letrinhas minúsculas facilitam o “arquivamento” de “resumos”.

Mas o pior é que no direito todo mundo cola! Mas todo mundo mesmo!



Desde o mais nerd até o mais vagabundo... A cola é um pré-requisito no direito. Por dois simples motivos:
1 – Se você não colar, sua nota vai ficar pior na média, porque todos estão colando!
2 – Geralmente você encontrará professores loucos que cobraram notas de rodapé, por isso é recomendável que você leve a sua própria “nota de rodapé”!

Eu poderia falar muito mais sobre esse assunto, mais já fugi demais do tema do blog! Só postei isso para explicar minha ausência e para terminar com essa foto exemplifica como se chega ao fim da faculdade de direito:



Ahhh, e quarta eu volto com as resenhas!



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mais uma feira do livro

Ando sem tempo. E com uma tonelada de coisas pra fazer até “ontem”.

... e como prometi escrever sobre a feira do livro. Eis:


Eu não gosto de falar muito da feira, porque isso me lembra que ela ainda está lá. E como ir lá me deixa mais pobre (o que é mais triste pelo já grande rombo orçamentário do meu bolso).

Eu prefiro a feira na carioca, pois parece ficar menos farofada. Na Rua Uruguaiana, onde fica o maior camelódromo do centro da cidade, parece que as pessoas surgem do nada. E esse cardume quer comprar a maior quantidade de livros possível pelo menor preço possível, sem se importar se estão levando por 1 real um manual russo de engenharia sujo e amassado do mês passado ou um raríssimo alfarrábio embolorado do início do século.

Por isso tem que garimpar! No inicio do mês a feira com as barracas bonitinhas, com os livros arrumados por tema, autor e ano. Agora esta tudo uma grande zona. Têm barracas que colocaram todos os livros por 5 reais. E eu disse todos os livros! Desde o grande Best-seller de Burkina Faso até livros encardidos ou com a capa amassada que ali na Saraiva da esquina estão R$ 20 ou R$ 30!

O ruim disso é o tempo gasto ali no empurra-empurra, ombro a ombro com o povo. E o povo está bem heterogêneo, você vai esbarrar no engomadinho com ar de intelectual, no típico universitário sujão ou nas madames fofocando agarradas com as suas sacolas de compras.

Outra coisa meio chata é o nível dos vendedores. Sem preconceitos e levando em conta o fato de que eles estão cansados, todos são extremamente grossos, mal-educados e confusos. Além disso, eles fazem de tudo para que não haja pechincha. Todos as vezes que tentei descolar um desconto fui recebido com olhares maldosos, frases debochadas e gestos truculentos. Os caras compram livros por 1 real a unidade, vendem cada um por R$ 20,00 e ficam putos se você tenta pagar 2 reais a menos... Porra!

Bem, a feira está rolando ainda até a semana que vem. Apesar de alguns pontos negativos, ela ainda vale muito a pena. Eu estou evitando ir porque tem mais de 100 livros na pilha... No momento só quero é que a rua esvazie! Estou esperando a feira do ano que vem!

Bem vou lá galera... vou tentar escrever alguma resenha em breve!



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De volta...


Foram o que? Dois meses?

Pois é, depois de muito esforço, consegui voltar!

Porque tirei essas férias do blog? Besteira mesmo... 

Na realidade, foi tudo conseqüência de uma cadeia de fatos, aliada a um tempo muito necessário para dar uma espairecida!

Entrei de férias na faculdade e no estágio, comprei um wii, larguei as leituras, e quando as aulas voltaram fiquei enrolado com a formatura, com as últimas matérias e com a estagnação da monografia...

Ahhh, adoro dar desculpas! Dá um alívio! Não sei se algo da minha natureza ou tique de um estudante de direito...

Poderia resumir meu afastamento a uma verdade: estava sem saco e com pouco animo de escrever; e, como sempre faço, ao invés de procurar o verdadeiro porquê, fui empurrando o problema com a barriga...


Mas volto agora e prometo escrever e escrever mais!!!



Ontem estive na feira de sebos no centro do rio e vou fazer meu mini-relato viciado em livros. Além disso, tem várias resenhas aqui para escrever...

Bem, “por hoje é só, velhinho”!



sábado, 17 de julho de 2010

Chegando aos céus




Quando entro no quarto e me deparo com ela sempre fico meio assustado pensando em quando ela diminuirá. Mas ela só aumenta!

Sim, estou falando sobre a mítica pilha de livros. Quando se gosta de ler é impossível não ter uma. Dos viciados aos negligentes, dos preguiçosos aos vorazes, todos têm alguma pilha de livros pra ler!
E cada um tem uma história para sua pilha...

A minha é simples... Sabe aquela história de que quando a crise chega às pessoas ficam tão neuróticas em revivê-las que aprendem a poupar e fazem de tudo para que o caso não se repita?

Pois então, estava eu no segundo semestre da faculdade, e ler era um hobby não tão valorizado quanto hoje em dia, pois jogos e saídas com o pessoal estavam na frente. E eis que a faculdade entrou em greve!

Passei a ver menos a galera, porque a grana escasseou e quase todos estavam em aula. E além disso, meu computador escangalhou e parei de jogar... Daí cai dentro na leitura. Só que a pilha era muito pequena e os livros acabaram rápido!

Naquela época eu devia ter 1/10 dos livros que tenho hoje, não gostava de reler livros e tinha um paladar muito exigente para leitura. Lembro de pegar muitos livros emprestados e ainda assim chegar numa situação tão critica que li dois manuais inúteis e chatíssimos de Direito Romano.

Hoje acho engraçado, mas quando lembro dessa época me pego instintivamente procurando livros.

Aliais, procurar livros é um dos meus hobbies atuais! Escavar sites, sebos e livrarias em busca de novidades, edições atualizadas ou coisas raras é algo que me dá prazer. Posso ficar horas fazendo isso sem notar o tempo passar.

E a internet é um problemão, porque as opções são muitas e as promoções também. E há sempre uma maneira de ganhar descontos, eliminar o frete, utilizar bônus, etc. Um inferno paradisíaco para consumistas!

Mas ainda assim uma boa válvula de escape. Eu fico muito menos estressado ou deprimido quando fico navegando pela net nessas buscas literárias! Até mesmo quando não compro...

E por esses motivos a pilha enorme - neurose, gosto mais apurado e principalmente a enorme oferta de locais para comprar. Se eu botar o monte de livros que tenho aqui em números vai causar comoção. Pensem assim, se todos os livros formarem uma pilha só, bem provável que ela me ultrapasse em altura!

Sei que tenho que parar de comprar, mas o gordo emagrece antes de voltar a comer? 



sexta-feira, 18 de junho de 2010

AVE SARAMAGO! NOS MORITURI, TE SALUTAMUS!



É triste quando morre alguém que gostamos ou admiramos. Mesmo que seja alguma celebridade inalcançável, o espaço que fica nunca é preenchido.

Quem gosta é a galera da mídia. Pois podem fazer aquelas matérias compridas com vários fatos e fotos da celebridade morta, cobertura do enterro, notícias sobre eventos e acontecimentos marcantes, etc. É o “Show busines being showed”.

Nunca fui um grande fã de Saramago, pois ainda estou em um momento de escritores menores e menos cabeça. Mas sempre planejei para ler toda sua obra, pois adorei os dois livros dele que li – "Ensaio sobre a cegueira" e "O homem duplicado".

Não vou falar sobre sua vida ou suas obras. Há uma enxurrada de informações circulando agora que o autor desceu desse palco que é a vida. Quero falar do que foi Saramago para mim e do que eu quero que ele ainda seja.

Nunca tinha ouvido falar desse português ranzinza até o natal de 2003 ou 2004, quando ganhei de um primo “Ensaio sobre a cegueira”. Como ele era um pseudo-cult e filho de português, demostrou muita surpresa quando disse que não conhecia Saramago.

Minha primeira impressão do livro: “show essa capa em alto-relevo”. Um ou dois meses depois comecei a ler o livro. Achei um porre aquela estilo estranho-esquisto-sem-pontuação-ou-travessão. Larguei o livro na mesma semana.

Viajei e dois meses depois continuei o livro na pagina onde havia parado – devia ser entre a 20 e a 30. Percebi que aquele estilo diferente era uma maneira excelente de o autor esconder futuros diálogos e narrativas intensas. O livro todo era um grande mistério. Parecia denso, mas a história era incrivelmente instigante. Achei sensacional!

Passei a olhar com bons olhos os fãs de Saramago. Mas sempre adie minha procura pelos seus livros. Era como se não me sentisse preparado ainda para lê-los.

Há 2 ou 3 anos atrás acabei comprando o Homem Duplicado. Sempre estive atrás desse livro e surgiu a oportunidade de agarrar o "bixinho". Outro alfarrábio incrível, mas um filho de uma puta safado me contou o final antes... (E acabou que eu fiz a mesma “gracinha” sem querer depois!)

Antes de lançar o filme “ensaio sobre a cegueira” eu reli o livro. Achei ele bem mais legal do que a primeira vez. Senti a mensagem verdadeira do livro. Enxerguei a raiva que Saramago sentia dessa merda de sociedade capitalista e hipócrita em que vivemos.

Vi o filme, mas não gostei muito – odeio a Julian Moore! Assisti entrevistas do português turrão e me diverti bastante – o sotaque dava ar divertido às suas reclamações. Seu ateísmo era contagiante, talvez por ser bem radical – quase um "fundamentalista" :p. Li sobre a sua vida e passei a admirar mais o cara.

Mas ainda não me sentia preparado para ler seus livros...

Daí vi um documentário sensacional, “Janela da alma”. Entre todas as historias e entrevistas, as mais tocantes e que deixavam mensagens fortes eram as de Saramago. No final eu pensei “Porra, esse é o cara! Tá famoso, rico, reconhecido e ainda reclamando...”

Hoje eu me sinto preparado para ler seus livros, mas a pilha esta muito grande... Quando acabar um dos “autores-alvo” eu juro que começarei a ler o portuga!

Estranho quando morre um cara assim... Apesar de odiado pelos religiosos, o cara era um dos “últimos filósofos”. Estava com leucemia, poucos sabiam, mas morreu lá com a sua família quieto e calmo. No fim, continuou ateu e defendendo todos seus ideáis – diferente do João Cabral de Melo Neto que morreu agarrado ao crucifixo.

E agora ficamos órfãos. Os fãs, ainda não acreditam, os que não o conhecem ou que nunca o leram – ou leram pouco como eu – respeitam e procuram saber mais sobre o portuga resmungão, e os religiosos quase soltam rojão com a queda do último grande "herege do ocidente"...

Falei em todas as fontes – twitter, orkut e facebook - e falo também (mas agora em latim):

Ave Saramago! Nos morituri, te salutamus!



"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."
 
"Se tens um coração de ferro, bom proveito.

O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
 
"Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos."
 
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."
 
"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."
 
"Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo."
 
"Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário"
 
 - José de Souza Saramago (16/11/1922 – 18/06/2010)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Enfim, o fim (Leia Lost)

Existem dois tipos de pessoas. Os que assistem Lost e os que não assistem.



E existem três tipos de pessoas que assistem Lost:

- Os que acompanham tudo fiel e avidamente desde o primeiro episódio;

- Os que desistiram de acompanhar e esperam os boxes em DVDs ou que passe na Globo;

- E os pela-sacos que antes criticavam, mas viraram a casaca, travestiram-se de fãs e assistiram tudo correndo para emparelhar com os fãs fiéis.



Eu sou um fã fiel. Desde o episódio piloto assisto sôfrego e já na ânsia pelo próximo. Quando termino de ver, sempre relaciono todo o conteúdo e faço minhas teorias – que geralmente estão erradas!

Mas porque estou falando sobre Lost no meu blog alfarrabista?

Simples, se você é fã mesmo de Lost, é impossível não ter lido algum livro por causa da série.

Eu, infelizmente, li poucos livros por causa de Lost, como o louco “A volta do Parafuso”, ou o chocante “Senhor das Moscas”, ou ainda o surreal “A Ilha”.

Além das diversas referências literárias que os produtores e roteiristas usaram para fazer a trama, há na série um forte incentivo a leitura. No próprio site da ABC tem o Clube do Livro de Lost, com mais de 40 livros que foram citados ou influenciaram na série.

E como falar de livros e Lost e não falar de Sawyer/James. O controverso personagem está sempre com um livrinho na mão. Desde o início da série, dos momentos mais críticos aos mais tranqüilos o rebelde galã está sempre lendo. Teve até que passar a usar óculos por ler tanto!


Nestas seis temporadas, lançaram cinco livros oficias – não li nenhum, porque gosto mais da série como ela é, e preferia só ler as referências. Mas com o término da série, eu vou pô-los na minha lista de desejos...



(Hora da teoria que provavelmente errada)

Tenho certeza que com o (infeliz) fim da série, vão pipocar livros sobre ela.

Se você deseja ver uma referência rápida dos livros que apareceram ou foram citados na série, clique aqui.

Se você quer comprar ou conhecer mais sobre esses livros oficiais de Lost, clique aqui.

E se você anseia em ver os livros do Clube do Livro do Lost, sem ser no flash meio capenga da ABC, mas ainda assim em inglês, clique aqui.



Minha meta pro ano que vem é começar a ler os livros desse Clube de Livros do Lost. Vai ser difícil. Por exemplo, nunca li nada do Stephen King. Tenho preconceito mesmo, mas como têm vários livros dele que influenciaram bastante os roteiristas da série, vou ter quer ler.

Pra você que curte Lost ou livros dê uma checada nesse videozinho!

Já pros já nostálgicos, fãs e admiradores, esse vídeo do Sawyes/James é show!


Pros fãs, namastê! (segunda-feira ficarei triste como você!)

Pros demais, tentem assistir um dia. Pois vai ser difícil ser uma pessoa normal no século XXI sem ter visto Lost! (é, os nerds venceram...)


Três boas novidades...

Ia escrever sobre livros lidos, mas está tarde, queria postar logo hoje e não estou muito afim de escrever sobre livros agora.

Por isso vou falar sobre as minhas três recentes boas notícias pessoais.

1ª – Estou quase conseguindo estudar direito de maneira realmente satisfatória. Com meu método de engolir as sinopses tenho realmente pescado alguma coisa por meio de osmose. Lógico que a conquista é pequena e as sinopses não são grande coisas, mas estou feliz de ter chegado na 10ª e lembrar de muita coisa!


2ª – Passei a metade da minha meta de livros do ano. Poucos sabem, mas esse ano eu quero ler mais de 100 livros. É um sonho antigo e bobo, que só foi possibilitado por uma boa largada no início do ano.


3ª – Li todos os livros traduzidos de um dos meus autores preferidos,  Michael Crichton. Terminei ontem Armadilha Aérea - um dos melhores livros dele que já li. Pra quem não conhece, o falecido é o criador de Jurassic Park, Twister, Assédio Sexual e até da série Plantão Médico. Um dia postarei sobre ele.


Pois é, só quis fazer um comentariozinho bobo e rápido pra não deixar o blog em branco!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Meu passeio pela feira alfarrábica

Ando sem muita vontade de escrever. Estava pensando em falar sobre a série dos livros de Noah Gordon sobre medicina, mas fui adiando e tal...

Quase desisti de tudo depois de perder ontem tudo que estava em um pen drive (matérias, fotos, resenhas e rascunhos que vinha separando para escrever no blog).

A pouca inspiração, preguiça a falta de disposição para escrever foi abalada com a perda, mas se teria que começar de algum lugar, melhor ser assim, do zero. O importante é escrever, se não a idéia morre...



Pois então, resolvi fazer esse especial para narrar meu passeio pela feira do livro na Carioca.

Começou parecendo uma clássica furada minha, pois marquei com as pessoas na Cinelândia e quando chegaram lá, antes de mim, todos me ligaram falando que não tinha nada! Pensei melhor e lembrei que o G1 é escrito por humanos que passam mal as notícias, e falham bastante, e pensei que talvez eles tivessem se enganado e trocado o nome da praça.

Não deu outra, a feira estava no Largo da Carioca. Devia ter umas 30 barraquinhas, com um tamanho razoável. Encontrei algumas “barbadas”, como livros do Rubem Fonseca por R$ 10,00 (Incrível! Talvez o vendedor tagarela e sem dente nem soubesse que tinha sido aniversario do autor alguns dias antes, mas interpretei como um sinal e uma homenagem), outro grande achado foram alguns alfarrábios dificílimos de encontrar do Zuenir Ventura e um livro sobre as ruas da Tijuca que normalmente é R$ 90,00 e lá estava por R$ 20,00 reais!

Porém, nem tudo são flores. Dos sete livros do Rubem Fonseca que comprei: cinco eu não tinha, um era repetido (pois eu tinha uma versão velha, carcomida e não lida jogada na minha pilha de livros pra ler) e o outro comprei errado porque sou retardado e distraído e não vi que tinha um livro com a capa idêntica junto daquele que eu queria...

(o livro que eu queria!)

(o livro que eu burro e distraído comprei)

Tinha muito mais coisas, mas depois gastar 100 contos (mesmo que em 10 livros) eu costurei os bolsos e não comprei nem uma Agathazinha (que estava R$ 5,00 reais), pois minha pilha esta muito alta e gorda!

Fiquei duas horinhas e parece que foi muito menos. Gosto muito da feirinha!

No mesmo dia meu humor mudou muito depois de chegar atrasado para ver Alice 3D e pagar R$ 26,00 para assistir aquilo (de noite comprei duas pizzas excelentes por R$ 28,00!!!), mas lembrar feira e dos 10 livros “novos” melhorou meu humor!



P.s. Para os interessados, a feira vai até o dia 26. Tem muita coisa barata, mas tem que garimpar. Afinal, promoções a mostra vão embora rápido!