sexta-feira, 9 de julho de 2010
O Caso Morel
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Assassinato no Campo de Golfe
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Grande Arte
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Agosto
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O homem do terno marrom
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O condenado

Bernard Cornwell
Edição: 1
Editora: Record
Ano: 2005
Páginas: 321
Nesse excelente romance histórico, Cornwell narra um thriller intenso e cercado de mistérios. Com extremo detalhismo entramos na Inglaterra pós-Napoleão e acompanhamos a história de um dos heróis de Waterloo.
Faltando sete dias para o enforcamento do principal suspeito do assassinato de uma condessa, uma nova investigação sobre o crime é ordenada pela Rainha. Eis então que surge Rider Sandman, honradíssimo oficial inglês que retornou para casa e encontrou um país corrupto, pobre, repleto de conflitos sociais, onde o cadafalso se tornou sinônimo de justiça.
A decepção de Sandman com a terra natal aumenta quando descobre que o próprio pai se matou, deixando uma fortuna em dívidas de jogo. Apesar de ser hábil com a espada e exímio jogador de críquete, Rider luta para sustentar honestamente a mãe e a irmã e, além disso, liberar a noiva do compromisso de casamento.
Precisando de dinheiro, aceita investigar o estranho assassinato da condessa suspeita de ter sido assassinada por um pintor. Apesar dos pontos obscuros do crime, dos obstáculos que surgem e do forte preconceito da sociedade para com o acusado, que é filho da uma costureira da rainha, Sandman acredita que a verdade possa vir à tona...
Esse é um dos livros mais curtos e mais interessantes de Bernard Cornwell. Longe do seu tema preferido, as guerras e suas batalhas, o autor nos faz entrar na atmosfera negra de livro com extrema habilidade. As dificuldades de Sandman são inúmeras e inesperadas, e é com aflição que se espera o momento derradeiro do livro.
O defeito que vejo nesse livro é ser pequeno e ser histórico-policial. O autor te joga no meio de uma história tão intensa e cheia de detalhes que sem ler essa introdução detalhada (onde parece que contei o livro todo) você realmente fica perdido. A sinopse escrita acima não revela nem 10% da trama!
OBS: Esse livro (e essa nota) é atípico em relação à Bernard Cornwell! Talvez seja pela falta de batalhas...
Nota: 8,0

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Crime e Castigo
Crime e Castigo
Fiódor Dostoiévski
Edição: 1
Editora: Nova Cultural
Ano: 2002
Páginas: 510
Publicado em 1866, Crime e Castigo é, junto com Os Irmãos Karamazov, a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, com personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da opressão.
Sempre acreditei que o tempo do mundo é diferente do tempo da leitura. Lá fora a velocidade é gritante, massacrante, sem profundidade, estéril, cobrando da vida das pessoas uma ação imediatista, sem meditação. Aqui, dentro do livro, é o oposto: o tempo se faz profundo, lento, silencioso e arrebatado pelo risco iminente. A linguagem não se congela e o pensamento transborda num rumor infinitamente inusitado; por vezes, tomado por alegrias que explodem com vibrantes luzes multicoloridas, outras vezes, enlameado por sentimentos que são tão densos como o temor da morte.
O drama deste livro se desenvolve agora em cima da culpa que Raskolnikov sente pelo assassinato, com debates internos sobre racionalizações e tentativas de justificar para si mesmo que aquilo foi uma coisa normal. Até que em arroubos de culpa se entrega a um investigador que há muito desconfiava do estudante, justamente por seu comportamento, que transparecia remorso e culpa. Raskolnikov, enfim é condenado e o romance termina com a sua chegada aos campos de prisioneiros da Sibéria onde iria cumprir a pena sentenciada pela sociedade e acalmaria sua consciência, que não lhe dava nem mais um minuto de paz. O livro é considerado como um dos pilares para os estudos da psicanálise, em conjunto com outras obras do mesmo autor.
Ao contrário do que muita gente gosta de dizer, os livros, ou a arte em geral, nem sempre nos humanizam ou nos sensibilizam para o nosso bem ou para o bem da humanidade. Pois, como alguns livros despertam nossa sensibilidade para os sentimentos profundos da alegria, do amor ou para a poesia da existência, outros livros oferecem o perigo de nos tornar mais frios, mais sofríveis, mais melancólicos, mais destrutíveis. Um exemplo dessa negatividade é o Werther de Goethe que produziu uma onda de suicídios!
Demorei quase um mês para ler este denso livro. Certas partes eu li mais rápido do que eu podia e menos atento do que devia. Mas ainda assim ele marcou. E o que Crime e Castigo, o que foi para mim? Foi submeter minha alma às influências mais estranhas e sombrias... Pela auto-reflexão vemos o orgulho dobrar-se sobre a depressão e angustia a um nível único.
Ainda assim vale a pena ler. Só diminuí a nota devido aos momentos prolixos e melancólicos do alfarrábio!
OBS: Leiam quando estiverem de bem com a vida!
Nota: 7,0

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O misterioso caso de Styles
O misterioso caso de Styles

Edição: 1
Editora: Record
Ano: 1998
Páginas: 160
O primeiro e um dos mais famosos mistérios solucionados por Hercule Poirot, o caso Styles começa quando uma aristocrata inglesa morre trancada em seu quarto, vítima de um aparente ataque cardíaco. A coisa ficaria por aí, não fosse a suspeita de envenenamento levantada pelo médico da família.
Trata-se de um marco na história do romance investigativo! Por quê? Simples, também é o primeiro livro de Agatha Christie. Publicado em 1920, foi o primeiro de muitos... Mais de oitenta! E já de cara a autora apresenta um enredo moderno, contextualizado em no típico panorama da Inglaterra pós era vitoriana.
Com esta boa receita, Agatha consagrou definitivamente um novo rumo dos romances investigativos, pondo fim ao raciocínio lógico de Holmes de Doyle ou o pessimismo e infalibilidade de Poe.
Durante a trama desconfia-se de todos e nos momentos em que há provas irrefutáveis sobre alguma personagem, o detetive as põe abaixo... Ah, e já na primeira obra encontramos o detetive baixinho famoso, valente e engomadinho, Hercules Poirot.
Recheado com intrigas e mistérios, este livrinho pequeno e fácil de ler, conquista fácil alguém que nunca leu a autora. Contudo, para um macaco velho e tarimbado como eu, falta um pouco de ação (que se existir em Agatha Christie, “será subjetiva”). Contudo, creio que este frenesi de violência não fazia parte do zeitgest da época!
Nota: 7,0










